A liberdade de não ter canais de TV

Publicado em Cotidiano
Canais de TV

Televisão e internet são duas grandes desgraças. Provavelmente sem elas eu já teria um doutorado e uma indicação ao prêmio Nobel, mas só acumulei algumas horas no bate-papo da UOL e assisti muito Pokémon mesmo.

Uma das primeiras coisas que eu e a Bia concordamos antes mesmo de nos mudar foi que não teríamos canais de TV, como eu já disse nesse post esses dias. A gente não faz ideia nem de como fazer funcionar a TV aberta no aparelho, então basicamente, o nosso caixote de LCD serve pra assistirmos Netflix, YouTube, filmes e séries pelo Chromecast.

Mais do que o simples desinteresse pela programação maravilhosa que há nas emissoras, a gente não queria ser refém dela. Já passei tempo demais assistindo Sônia Abrão todos os dias, na época da escola. Mesmo eu querendo dar um tiro na tevê e minha mãe nem prestando atenção no que ela dizia, ainda assim era necessário manter o aparelho ligado. É tipo uma fobia de permanecer em silêncio, eu acho. E é justamente nesse ponto de dependência que não queremos chegar.

É claro que dá pra dosar e viver uma vida saudável, fitter happier, sabendo o quanto você deve escolher um programa pra ver e o quanto você deve permitir que ele te controle. Mas hoje em dia, com praticamente tudo que queremos assistir disponível no YouTube e nas plataformas de streaming, convenhamos que ficar zapeando canais no controle remoto seja o mais puro grau da hipnose moderna.

Não vou negar que sentimos falta de algumas coisas ao vivo, como a voz do Cléber Machado narrando os gols do Corinthians (pra mim) ou do Palmeiras (pra Bia), e de séries como Game of Thrones. Não que a gente tenha dinheiro pra pagar HBO, então ao invés de depender do controle remoto, hoje a gente depende dos sites de streaming e da boa vontade do Chromecast em querer funcionar sem travar.

A possibilidade de escolher só o que queremos ver, sem ficar esperando o próximo programa pra saber se é bom, é libertadora. A gente perde o futebol, mas as propagandas e a voz do Faustão também se foram. Ufa!

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