A Mulher Maravilha e a representatividade

Publicado em Cotidiano
Mulher Maravilha

Nos últimos meses, a Mulher Maravilha voltou a ter destaque nas conversas de muita gente. Ela está em alta nas lojas de departamento e, cada vez mais, é comum encontrar produtos super legais da heroína mais importante da história por aí. Mesmo sem entender muito bem quem ela é e de onde veio, o público feminino do novo filme da DC – Batman x Superman –, sentiu um troço diferente (no bom sentido) quando a viram ganhando destaque na luta final do longa. Isso acontece por conta da sua representatividade.

Sua história nos quadrinhos começa quando sua mãe Hipólita – rainha de Temiscira (ilha habitada apenas por amazonas) – cria a figura de uma menina usando apenas terra. Hipólita fica encantada com o que tinha feito e implora aos deuses que deem vida à escultura. Condolentes com sua súplica, os deuses do Olimpo presenteiam a criança, nomeada Diana, com a vida e vários poderes. Anos depois, já adulta e bem treinada pela mãe e pelas tias, Diana vai parar nos Estados Unidos como Diana Prince, uma enfermeira da força aérea americana, e vira uma verdadeira heroína de guerra, servindo de exemplo para as mulheres reais daquela época, que viviam sob forte opressão

No mundo real, em plena Segunda Guerra Mundial, as mulheres se viram sem os seus maridos (que estavam lutando na Guerra) e tiveram que tomar a frente de suas famílias. Todas as atividades até o momento eram direcionadas aos homens, as referências eram masculinas e a submissão ainda era uma prática bem vista. Criada pelo psicólogo William Moulton Marston e por suas mulheres (sim, ele mantinha um relacionamento com duas mulheres, que eram vistas como símbolo do liberalismo feminino na época), a Mulher Maravilha representou o empoderamento feminino. Símbolo de força, verdade, liberdade, amor, poder e determinação, a heroína virou um ícone e serviu de exemplo para combater o senso de que as mulheres eram inferiores, motivando as meninas a ocuparem um espaço antes dominado pelos homens. Como justificava da sua criação, Willian afirmou que a Mulher-Maravilha é a propaganda psicológica para o novo tipo de mulher que, creio eu, deve governar o mundo”.

O que eu quero mostrar com tudo isso é a importância da representatividade na nossa vida. Uma personagem de histórias em quadrinho teve o poder de incentivar uma legião de mulheres a lutares pelo seu espaço. E a busca pela representatividade é uma luta não só feminista, mas inclusa nas pautas de todas as minorias lutam para que haja uma mudança. A Mulher Maravilha vem fazendo um grande papel há quase oitenta anos e, daqui a frente, com o retorno de Diana aos cinemas e com a confirmação de seu filme solo, o GRL PWR vai se tornar ainda maior.

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