A desilusão amorosa não vai te matar

Publicado em Cotidiano, Crônicas
A desilusão amorosa não vai te matarA desilusão amorosa não vai te matar

Vivemos de expectativas num mundo de impermanências. Se percebêssemos o quanto as coisas ao nosso redor mudam de um segundo para o outro, talvez aceitaríamos mais facilmente que elas nunca serão do jeito que a gente quer que sejam – pelo menos não para sempre. E a desilusão amorosa com certeza faz parte desse pacote de expectativas frustradas. Mas você vai sobreviver, acredite.

É duro mesmo criar um universo de expectativas em nossas cabeças e, de um dia para o outro, todo esse mundo que construímos desmoronar. Às vezes, as outras pessoas têm certo grau de irresponsabilidade em seus atos, mas na maioria das vezes a culpa é exclusiva da nossa própria mente. E aí, quando o amor é interrompido, fatidicamente virão os dias de filmes e músicas tristes, potes de sorvete de colherada e de ligações de desabafo para a(o) melhor amiga(o).

Sim, a gente cai desse cavalo chamado vida o tempo todo. Mas o que fazer quando a desilusão amorosa está nos corroendo por dentro a ponto de prejudicar a nossa autoestima e tornar mesmo o dia mais bonito uma cena de um filme triste? Bom, primeiro temos que aprender a andar de cavalo.

Pare de achar que você não será feliz nessa vida e que ninguém te quer. Quer você acredite em Deus ou em destino, não é mentira que “tudo tem seu tempo”. E você não pode desperdiçar os seus dias alimentando expectativas mortas. Aprenda a lidar com a sua mente auto-sabotadora e perceba qual o tipo de esperança que vai te empurrar para frente e qual o outro tipo de esperança que vai segurar você, e quem sabe até te afundar.

As desilusões – não só as amorosas – não servem apenas para fazer você sofrer. Se você souber aproveitá-las, elas vão ser as ferramentas ideais da vida para que você desenvolva as melhores qualidades: paciência, sabedoria e maturidade.

Se pela milésima vez, você estava com alguém que te dispensou inesperadamente ou se está tentando atrair a atenção de alguém que não te dá bola, isso ainda não será o fim do mundo. Na verdade, será a oportunidade do seu próprio recomeço.

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