Viajar é preciso?

Publicado em Cotidiano, Crônicas
Viajar é preciso?

O mar e suas ondas infinitas a algumas horas do seu escritório; as experiências diversas em outros países e continentes; as pessoas e suas culturas incríveis a uma viagem de distância. E a gente aqui, sonhando o improvável e vivendo o óbvio. Viajar parece preciso quando o agora é engolido pela rotina.

É a vontade de largar tudo e comprar uma passagem pro dia seguinte. Assinar a demissão, replanejar a poupança, vender o carro e partir. É também o medo de ser imaturo, inconsequente, desesperado e incoerente perante olhos alheios. Tudo se equilibra e se desequilibra numa balança diária e inconstante, com você no meio se perguntando: “e agora?“.

Mas viajar é preciso mesmo? Depende. Numa era de wanderlust e desapego, viajar parece a decisão absoluta para que todas as coisas entrem no eixo. Viajar vai sim te fazer expandir as perspectivas, quebrar preconceitos, mudar o rumo da sua vida e propiciar momentos incríveis e inimagináveis, mas a sua mente também estará lá com você. E se a sua mente não estiver pronta para essa viagem, os seus problemas também vão te acompanhar, ainda que você esteja geograficamente longe deles.

A viagem dos seus sonhos, com data para voltar ou definitiva, precisa sim ser feita. Viajar não é um gasto, é um investimento que ninguém pode te roubar a experiência depois, então não deixe de planejar o que você quer fazer, ainda que seja pegar um ônibus na rodoviária para o litoral mais próximo.

Mas lembre-se que a vida sempre será dessa forma: nas praias de Aruba, nas cidades europeias ou no escritório em que você trabalha, a paz estará sempre dentro de você, não do lado de fora.


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