Transtorno de ansiedade e pânico

Publicado em Cotidiano
Síndrome do pânico

Neste post eu descrevo como eu me sinto durante uma crise de pânico. Se você não se sente bem lendo esse tipo de relato ou se acha que isso pode te fazer entrar em crise, por favor, não leia. Tem vários outros posts legais aqui no blog e eu tenho certeza que você vai encontrar algum que você goste de ler. Se em outro momento você se sentir confortável para voltar nesse post, será muito bem vindo! 

Poucas pessoas sabem, mas eu fui diagnosticada com transtorno de ansiedade e síndrome do pânico há um tempo. Quem não me conhece bem nem imagina o quão cansativo e estressante isso é pra mim e para as pessoas que convivem bastante comigo. Embora eu não goste de falar sobre isso, gosto de ler o que as pessoas têm pra dizer e me faz bem saber que eu não tô sozinha. Mesmo sendo complicado pra mim, eu decidi fazer um post aqui sobre o assunto e tentar ajudar alguém, mesmo que seja só por alguns instantes.

Dizem que a ansiedade é o mal do século e eu não escapei disso. Lá no começo de 2010, primeiro ano de faculdade, eu comecei a sentir os efeitos de uma vida agitada demais e uma cabeça pouco preparada pra lidar com aquilo tudo. Eu acordava no meio da noite sem conseguir respirar (mesmo) como se alguém estive tampando o meu nariz ou como se o teto estivesse perto demais e me sufocando.

Depois de alguns episódios desses no meio da noite, as crises foram tomando um espaço maior na minha vida e ficando cada vez mais intensas. Não importava o lugar, o que eu estava fazendo ou quem estava comigo, tudo era motivo pra me fazer ter uma crise de pânico. O que eu sentia já era diferente do começo: o ar continuava sumindo, era como se o oxigênio estivesse muito denso e eu fraca demais pra inspirar e expirar; o corpo todo começava a não responder direito e eu suava tão frio que ficava difícil não tremer; logo depois começava a sensação de formigamento, que podia ser numa área pequena ou por todo o corpo (às vezes eu sentia em tudo, até na língua); o coração batia tão forte que chegava a doer, de verdade. O coração disparado era a única coisa que eu conseguia ouvir além daquilo que não saía da minha cabeça e era mais alto que do qualquer coisa: “você está morrendo”.

Pode ser engraçado pra algumas pessoas, mas eu realmente achava que estava morrendo e isso não é nada cômico. Minha mãe era a única que conseguia me acalmar e me fazer entender que estava tudo bem (as outras pessoas geralmente não estavam muito interessadas em ajudar). Muitas vezes ela ficava comigo no telefone me lembrando de respirar ou sentada no sofá do meu lado puxando qualquer assunto pra me distrair e mostrar que ela estava pronta pra correr pra um hospital caso necessário.

As idas ao hospital foram várias e eu tenho alguns eletrocardiogramas na coleção. Embora no hospital me falassem sempre a mesma coisa – está tudo bem com você, não se preocupe , a minha cabeça sempre me preparava pro pior. Já tive muitas crises de choro e passei muita vergonha em consultórios por aí.

Muita gente me pergunta se eu sabia o que me faria ter uma crise e por muito tempo a resposta foi não. Eu tinha crises o tempo todo. Na faculdade, na padaria, no ônibus, no cinema, tomando banho, dormindo… Não conseguia achar um padrão e tudo que eu sabia era que qualquer coisa poderia me matar. Tudo começou a mudar quando eu achei que fosse mesmo perder o controle da minha cabeça e resolvi que eu precisava ouvir a minha mãe e procurar um psiquiatra. Como você pode imaginar, a solução foi tomar antidepressivos e algumas gotas de Rivotril, mas esse período de medicação não durou muito tempo. Era claro que eu não conseguia me controlar sozinha e precisava da ajuda dos remédios, mas não queria que aquilo dominasse a minha vida.

Durante esse período, aproveitei os efeitos da medicação para aprender a controlar o meu corpo e a minha cabeça. Comecei a perceber quais eram os gatilhos que iniciavam minhas crises e como eu podia fazer aquilo parar. Foi assim que eu descobri o poder da respiração controlada e a força da minha concentração. Parei de tomar os remédios e comecei a tentar a me acalmar sozinha, apenas prestando atenção no ar que entrava e saía do meu corpo e conversando comigo mesma, distraindo a minha mente daquelas coisas ruins e focando no que me fazia bem. Isso me ajudou e ajuda demais.

Embora isso tenha começado há mais de seis anos, eu ainda não me livrei completamente desse transtorno. Ainda tenho arrepios só de me imaginar sem conseguir falar com a minha mãe. Mesmo que eu não more mais com ela (me sinto muito adulta quando falo isso), ainda corro pro telefone quando minhas técnicas de concentração não funcionam.

Não sei se isso é comum a todas as pessoas que sofrem ou sofreram com pânico, mas ao longo do tempo eu desenvolvi algumas fobias estranhas, como por exemplo, medo de comer pipoca. Sei que parece tosco, mas comer pipoca é sempre uma tarefa complicada pra mim. Eu como, mas como pensando no risco de engasgar e isso é bem estressante. O som alto e contínuo também é um problema, mas eu não sei explicar muito bem o motivo e nem como eu me sinto.

Por fim, depois de contar como o transtorno de ansiedade e o pânico interferem na minha vida, eu gostaria de deixar os meus conselhos pra quem também passa por isso:

  • Em primeiro lugar e mais importante: não tenha vergonha de pedir ajuda. Todo mundo tem ou vai ter algum problema que não consegue resolver sem o auxílio de alguém. Procure um médico, a sua mãe, seu pai, seu vizinho, não importa, só não passe por isso sozinho.
  • Não tome remédios sem orientação médica e, se seu médico iniciar um tratamento, não interrompa sem que ele autorize. Isso pode fazer com que os seus sintomas voltem com força total.
  • Respire. Eu sei muito bem que às vezes isso parece impossível, mas, vou compartilhar uma coisa que me disseram num consultório médico durante uma das minhas muitas visitas ao hospital. Fui reclamar que não estava conseguindo respirar e minha médica disse: “Se você fala, você respira.” Logo, se você consegue falar o que tá sentindo, você consegue respirar e saber disso vai te acalmar. Fale o que está sentindo, mesmo que sozinho, e preste atenção na sua respiração enquanto faz isso.
  • De novo, respire. Sinta como é maravilhosa a sensação de ter o seu peito cheio de oxigênio. Solte o ar devagar e coloque a mão na frente da boca para que você sinta mesmo o ar saindo de dentro de você.
  • Mantenha a sua concentração. É complicado no começo, mas treine a sua mente para que ela foque apenas no que você quer e no que te faz bem. A respiração suave e ritmada ajuda mundo nessa parte.
  • Não procure os sintomas no Google no meio de uma crise, isso vai te fazer triplicar o que está sentindo e não vai ajudar em absolutamente nada. Acha que não está normal? Procure um médico.
  • Tenha paciência e não se culpe. Você já carrega um peso grande demais, desvie os pensamentos negativos.

Não foi nada fácil escrever esse post. Só quem passa por isso sabe o quanto é doloroso e o tanto de esforço que a gente precisa fazer pra que fique tudo bem a maior parte do tempo. Espero ter ajudado de alguma forma quem leu esse texto. Seja uma pessoa que sofre com isso também ou alguém que apenas se interessa pelo assunto, independente do motivo.

Lembrem-se sempre de prestar atenção na sua respiração. Essa é a resposta pra vários dos seus problemas, eu tenho certeza.

Se quiser compartilhar sua história com a gente, vamos adorar, de coração.

24 thoughts on “Transtorno de ansiedade e pânico

  1. A garganta travou no segundo parágrafo, mas eu sabia que valeria a pena finalizar.
    Acho que uma das piores (ou melhores?) coisas é ter que existir paralelamente a tudo isso. Estar ali no trabalho morrendo de vontade de sair correndo e se enfiar debaixo das cobertas, mas precisar engolir o nó e seguir. Sair da cama, então…
    Só quem vive sabe como é. E quem para um pouquinho pra colocar a empatia à frente do que não compreende, apenas pra oferecer a mente aberta e um “ventinho” pra gente respirar.
    Realmente a ansiedade é o mal do século, e ainda bem que está cada vez mais em pauta. Não é possível que a gente compartilhe dos mesmos sentimentos e ainda ache prudente ajudar só quem conhece.
    Parabéns por ter conseguido escrever cada linha desse texto, você, com certeza, já está ajudando.

    Boa sorte, muito ar, paz e o que mais você precisar pra ficar bem.

    Um abraço e parabéns a você e ao Thi pelo blog! (:

    1. Olá, eu agradeço imensamente por você ter dito oque você sente, mesmo eu não tendo este tipo de problema, uma pessoa que eu gosto muito, sofre com o mesmo. Agora eu sei mais ou menos oque fazer quando estiver perto dela, quando uma suposta crise aparecer. Desejo forças a você, e que tudo se resolva. 🙂

  2. Parabéns Bia por ter posto em palavras aquilo que é tão difícil conversar com alguém. Descobri recentemente que minhas enxaquecas partem de uma crise de ansiedade, e que todas as coisas que me causam estresse (segundo o médico eu tenho um pico baixíssimo que é atingido facilmente, devido às agressões que fiz a mim mesmo por causa dos outros e em várias fases da minha vida) é que fazem a enxaqueca vir. Tudo partindo do nosso grande mal que é a ansiedade. Acho que deve ter milhares de pessoas que não têm noção, ou que os médicos não deram a mínima (como infelizmente acontece na maioria das vezes) e não diagnosticaram corretamente. Só consegui ter a paz de alguns dias sem enxaqueca depois de meu último médico ter resolvido testar um antidepressivo, e lá se vão 10 anos assim. Ainda assim, preciso estar longe de muitas pessoas. Todas as vezes em que me coloco numa situação que seja opressivamente social, é isso que eu sinto, e uma vontade imensa de chorar, e formigamento por todo corpo, suor frio. Acho que a sua descrição me mostrou que tenho um bom autocontrole, já que minhas crises só chegaram àquele nível duas ou três vezes na minha vida, quando eu desmaiei com todos os membros do meu corpo atrofiando. Fiquei feliz de te ver escrevendo, você que mostra tão pouco de si para o mundo, e tenho certeza, tem muito mais para mostrar. Eu sempre me surpreendo, e olha que já acredito muito em você e nos seus múltiplos talentos. Somos pessoas difíceis, não só falando dos outros, mas falando de nós mesmos que precisamos aprender a nos suportar e isso é difícil. Mas acho que, como todas as vezes em que cheguei a situações extremas, a cura para tudo é o amor. Parece clichê, mas quando você consegue se acalmar por falar com sua mãe, ou quando escrevo, ou quando me sinto feliz fazendo música, ou brincando com a minha afilhada, ou entre meus amigos íntimos como vocês, é o amor que me salva. Temos que sempre contar com ele. Boa sorte e parabéns pela coragem. Vai ajudar muita gente.

  3. Sempre tive a sensação de ser uma pessoa ansiosa e preocupada demais mas sempre achava que na verdade ~todo mundo era assim~, na época do colégio tinha crises de gastrite, de falta de ar, tortura, arritmia sempre que tinha uma prova de uma matéria que me preocupava, nessa época cheguei a ir no cardiologista me queixando da falta de ar, do coração disparado e da tontura que não passavam nunca, na época ele passou um remédio a base de ervas pra controlar a arritmia já que, segundo os exames, eu não tinha nada e fui deixando tudo isso pra lá até que ano passado a pressão com a faculdade começou a me matar, acordava 3 da manhã preocupada, com falta de ar, chorando e sem conseguir dormir até amanhecer, deixei pra lá de novo, esse ano voltou tudo mais uma vez e fui procurar ajuda com uma neuropsicopedagoga pra saber se meu problema com a faculdade era algum problema com atenção, assimilação, ou qualquer coisa assim e nada mais era do que ansiedade, fiz um mapeamento cerebral o meu nível de ansiedade, em repouso, deu o mesmo que uma pessoa tem num momento de stress, fiz vários tipos de testes pra avaliar as mais diversas coisas em mim e basicamente todo o meu problema é causado pela ansiedade, achei muitíssimo pertinente falar sobre isso, as pessoas têm costume de banalizar essas “doenças psicológicas” como se fosse só frescura, como se a gente pudesse controlar, é sempre muito bem vindo uma opinião de dentro pra não se sentir sozinha com essas coisas que são tão difíceis de explicar. Tô adorando o blog e os temas que vocês estão abordando ❤

  4. Venho de uma família de pessoas ansiosas. Apesar de muita gente olhar para mim e dizer que eu sou a “camomila em pessoa”, não imaginam o esforço sobre-humano envolvido. Minha mãe foi a pessoa mais ansiosa que conheci. Ela tinha também um temperamento altamente explosivo e sofria de uma grande compulsão. Esse perfil a levou ao inferno muitas vezes, tornando-a dependente de medicamentos, cigarro, bebida e jogos. Cada fase de sua vida teve uma compulsão um pouco mais marcante que a outra, mas todas estavam ali de coadjuvantes o tempo todo. Observar e conviver com tudo isso durante a infância e adolescência não foi fácil. Tínhamos uma vida muito instável de brigas, gritos, tentativas de suicídio, falta de dinheiro e sensação de abandono. Juntamente com meus 3 irmãos, víamos que o grande motivo de nossas aflições era ela, mas não tínhamos o discernimento e orientação necessários para lidar com esses sentimentos. Por toda a infância e adolescência, mantivemos uma grande distância, tanto dela, quanto uns dos outros, e alimentamos rancores e mágoas muito duros. Eu a julgava muito, não tolerava suas crises, considerava uma grande frescura e tentativa de chamar atenção. Ela era bem informada sobre o assunto, era enfermeira, já havia feito terapia, tomado dúzias de medicações ansiolíticas e antidepressivas por anos. Mesmo assim, nós, os filhos em nossa eterna mágoa infantil, julgávamos uma grande frescura as suas crises, o seu jeito ansioso e catastrófico de ser. Tínhamos o nosso pai como uma vítima, um mártir e isso aumentava nossa indignação. Com o tempo, aprendi a buscar ajuda, busquei grupos de apoio, li, me informei e fui criando um conceito diferente sobre minha mãe e sobre a participação que todos tínhamos nesse quadro. Aprendi sobre a co-dependência e isso trouxe um alívio e um peso ao mesmo tempo. Aprendi, gradativamente, a humanizá-la e a compreendê-la como alguém que precisava de ajuda também. Precisava, acima de tudo, de algo que ela nunca tinha recebido: aceitação e afeto.
    Com os anos, minha mãe foi acalmando-se, tornando-se um pouco menos explosiva. Com a chegada do primeiro neto, ela renovou seus votos de amor pela vida e passou a ser uma avó dedicada e disposta a tudo para agradá-lo. Via-se uma tentativa de corrigir um pouco seus “erros” do passado.
    O que eu não consegui enxergar foi que eu havia me tornado uma pessoa muito parecida com ela, salvas algumas proporções. Por todo o trauma, tinha ódio de quem me comparasse com ela. Jamais cogitaria a mínima possibilidade de ter uma crise “de frescura” como tantas que vi ela ter. Para minha surpresa e desgosto, em novembro de 2014 tive a primeira GRANDE crise de pânico durante o início de uma viagem (de carona com uma pessoa que eu conhecia pouquíssimo) e, é claro, não sabia que era uma crise, tendo ido parar no pronto socorro. Naquele mês, eu havia descoberto uma tromboflebite na perna direita e, ao pesquisar sobre o assunto no google, vi que havia a possibilidade (remota) de uma complicação grave chamada embolia pulmonar. Eu já estava fazendo o tratamento, mas ao me deparar com a situação de uma viagem longa, com meu filho de 4 anos, comecei a ter um ataque no carro. Eu estava conversando com a senhora que dirigia e nos levava de carona de Blumenau à Joinville, onde encontraria meu marido para seguir viagem até São Paulo. De repente, comecei a sentir uma falta de ar e dor no peito muito fortes. Uma onde de terror me dominou e eu jurava que ia morrer ali. Desesperada porque meu filho estava no carro, eu tentava disfarçar e falava baixo para me levar ao hospital. Chorando muito. A senhora que estava dirigindo se desesperou também e me levou ao pronto socorro voando. Lá fiz eletrocardiograma e fui me acalmando, agoniada com o fato de meu filho estar na sala de espera com uma pessoa desconhecida, pedi para ir embora. Os médicos resistiram em deixar, mas eu assinei o pedido de alta e fui embora. Com bastante vergonha.
    Passado aquele novembro, entrei em dezembro com um problema conjugal que me desestabilizou muito emocionalmente. Já em janeiro, depois de muito desgaste no casamento, fui surpreendida com uma gravidez ectópica. Uma gravidez que se deu no ovário e gerou uma hemorragia interna. Necessitei de uma cirurgia de emergência que me debilitou muito e modificou por completo a minha rotina e minha vida dali pra frente. Passei a ter crises diárias de pânico total. A todo instante eu achava que minha vida iria acabar. Na época, eu passava a semana sozinha com meu filho, num medo constante e irracional de morrer e deixá-lo só. Minha recuperação da cirurgia não poderia ser pior, tendo os pontos infeccionados, idas e vindas do hospital e muita solidão. Eu vivia transtornada pela iminência da morte. Cada dia que chegava ao fim, eu pensava: “Ufa, sobrevivi mais um dia!”.
    Depois disso tudo, demorei muitos meses para recuperar minha auto-estima. Nesse meio tempo, tive crises terríveis das quais eu me negava a aceitar. Em casa, no carro, no cinema, na rua, no ônibus. Em todo lugar. Lutava com o fato de ser algo de ordem psicológica, pois não aceitava que estivesse acontecendo comigo o que acontecia com minha mãe (por mais maluco que seja, ainda tenho minhas dúvidas). Não aceitava que eu estava fora do meu controle. Frequentei o consultório da psicóloga por alguns meses e fui para o psiquiatra. Comecei um tratamento medicamentoso que não deu resultado positivo, pois me dava muitos efeitos colaterais e, às vezes, parecia que piorava as crises. Deixei os medicamentos depois de 20 dias de tratamento. Poucas semanas depois, descobri que estava grávida. A gravidez ajudou bastante, juntamente com muita leitura. Ainda tenho crises, mas consigo contorná-las mais facilmente agora. Estou no nono mês da gravidez e a ansiedade tem batido com força.

    1. Olá Karolina me identifiquei muito com a sua história só que a minha um pouco diferente na minha gravidez perdi minha mãe no quinto mês de gestação foi muito difícil eu já não aceitava minha gravidez fiquei com depressão ai com a ajuda do meu psiquiatra fui aceitando até que veio a morte da minha mãe foi muito difícil pq ela não estava comigo quando tive minha bebê com o passar dos meses td foi de normalizando só achei né foi quando tinha a festa da minha bebê na escolinha só que ja não estava bem estava com mastite no seio direito e tinha ligado para o meu ginecologista pra ver qual a medicação ideal só que não deu tempo de chegar ao consultório minha primeira crise aconteceu pensei a fosse morrer meu coração disparou meu corpo td adormeceu td meus nervos atrofiaram achei que estava tendo um derrame e entre outras crises que tive tomo medicação frontal e sertralina só que mesmo com a medicação me sinto muito ansiosa e um mal estar constante é horrível só q com a ajuda de DEUS estou me recuperando e sei a DEUS vai me ajudar a passar essa face da minha vida espero que vc tbm se recupere e curta seu Baby DEUS te abençoe e seus filhos tbm ????

  5. Nossa esse texto me descreve, parabéns.
    Realmente é uma situação super desgastante, que chega a travar a nossa vida, uma luta constante que só quem já passou consegue entender.
    São sensações terríveis, sempre acho que estou com algum problema ou morrendo.
    Mas graças a Deus consigo respirar e me controlar a maioria das vezes.
    E assim a vida vai seguindo..

  6. Passei e as vezes ainda tenho algumas crises. Realmente é muito difícil. Muitas pessoas ainda não conhecem sobre o pânico e algumas acham que é frescura. Mas como disse o WJ, o amor e a paciência acima de tudo. Tenho dois livros de cabeceira que me ajudam muito: O Segredo colocado em prática e o outro é A Lei da Felicidade. Tanto um quanto o outro nos ensinam técnicas de como ter sempre pensamentos bons. Vale a pena!!! E quanto as manias que adquirimos por conta do pânico, também tenho muito medo de engasgar….rsrs
    Aprendi também que somos pessoas muito sensíveis e especiais.
    Boa sorte a nós!!!

  7. querida ,obrigada por este texto, tenho crises de ansiedade á 12 anos, tbm fui muitas vezes ao hospital com esses mesmos sintomas,e pensamentos de morte eminente, hoje me controlo mais, faço uso de medicação, como vc fiquei com alguns medos ou melhor pavor de ratos haha,e não sabia que é comum desenvolver medos e graças a sua publicação entendi que isto acontece com quem tem sp, me senti aliviada achei que tava pirando de vez haha, bjss seja feliz

  8. Olá Ana
    Normalmente não sinto muita vontade de ler sobre esse assunto pois todas as pessoas falam sobre a mesma coisa, mesmos sintomas, mesmos técnicas de relaxamento. Tenho TP a 15 anos e me trato a 7 anos. De alguma forma seu texto me fez querer ler até o ponto final, me deu um nervoso mesmo sabendo os sintomas que iria citar detalhadamente, e lembrei dos meus. Também ri com a parte em que menciona os medos estranhos que desenvolvemos como o seu exemplo de “comer pipoca”… lembrei que também criei alguns em meu mundo. Sim! Meu mundo. De certa forma é ruim falar assim de como me sinto, de como tudo muda e me sinto uma extraterrestre no meio das pessoas. Mesmo me tratando e entendendo que preciso da medicação e de algumas atividades me deixam melhor temporáriamente é complicado falar algo positivo sabendo que não tem cura. Quando nos tratamos observamos a quantidade de pessoas que independente de classe social, idade ou problemas, buscam uma solução, algum conforto, qualquer coisa que alivie aquele desespero psicológico. E isso, de alguma forma, nos faz entender que esse “mundo” que nos sentimos um ET já não é tão pequeno. Partilhamos dessa angústia amarga e por mais que seja explicado só quem sente sabe. Já me peguei várias vezes dizendo: …eu só queria ser normal!!! Não me lembro mais o que é ser normal, o que é andar sem um comprimido de emergência comigo, e até encontralos por ai em várias partes de minha bolsa ou casacos. Não me lembro como é sair com alguem que não saiba dessa doença e me sentir tranquila, pois só o fato de me dar conta de que tenho estranho a minha volta, despertam uma micro crise. Já tentei respirar pra acalmar, ler em voz alta para distrair o cérebro, conversar patéticamente comigo mesma para forçar o meu eu a entender que tudo que eu já li e o que os médicos dizem é: você não vai morrer! Não de crises de pânico. E no fim me senti ridicula ao me render a um simples comprimido, pequeno e mais forte do que eu.
    Ta bom, sei que pareço contrariar o que qualquer matéria ou pessoas que passam por isso tentam fazer passando coisas positivas e claras sobre o assunto. E sempre falei isso também pois criei uma pagina sobre o assunto, pra tentar ajudar as pessoas. Mas a realidade é que isso é assim, os remédios ajudam, o psicólogo ajuda, atividades ajudam e nós mesmas nos ajudamos. Mas temos uma falta de substância que não volta ao normal sozinha, não tem cura! Isso não significa que não possa tentar…aliás devemos, todos os dias, pelos nossos filhos, pais, marido ou por nós mesmos, não é fácil. Mas não é impossivel. Desculpe falar tanto…nem eu queria, acho que foi mais um desabafo de uma luta diária. O seu relato me fez pensar em tudo que ja vivi e me ajudou a respirar mais um dia.
    obrigada

  9. Nossa me vi em toda essa situação. Final de 2013 comecei a ficar assim. Sempre fui slegre e de uma hora para outra comecei a perder peso, não conseguia me olhar no espelho por causa da magreza, chorava bastante e as pessoas ao meu redor não entendiam achavam que era espiritual. Minha pressão que é baixa tipo 10×6 chegava a 18, ia para a emergência a cada dois dias. Foi quando uma megica da UPA me atendeu e disse que era para eu fazer terapia, pois está com pico de estresse altíssimo , foi aí que ela me perguntou se eu presenciei algo. Eu falei que em 2007 meu pai Teve avc e com um mês depois minha mãe teve um infarto fulminante e como meu pai estava em recuperação eu praticamente não tive meu momento de luto pois não podia chorar na frente dele. Fiquei bem depois de um ano voltei a trabalhar , mas em 2013 tudo que eu sentia achava que está infartando. Acordava várias vezes com queimor, dores no peito , falta de ar , pressão alta. Fazias os exames e graças a Deus não dava nada, Mas sempre acha que estáva com algo. O cardiologista me receitou ansiolítico por 6 meses e um para dormir foi o que melhorou até eu fazer terapia. Hoje ainda tenho crise de ansiedade ,mas consigo me controlar e estou tomando floral rescue. Tenho dificuldade ainda de estar em casa sozinha,acho que sempre vou ter algo, ir na rua sempre invento uma desculpa para minha irmã ir comigo. Pretendo voltar para minha terapia e continuo sempre com a frase que minha terapeuta fala. ‘” Você controla sua mente, e não a mente que controla você “

  10. Conseguir ler seu (belíssimo) texto sem chorar é muito difícil para mim. A congruência dos sintomas é impressionante. Embora eu passe por esse problema há quase 8 anos, estou em uma fase bastante aguda. A perda da fé, o medo de perder o emprego, casamento, criação dos filhos, tudo fica tão evidente e amplificado que, em certos momentos, o cansaço impera e tenho vontade de desistir de tudo. Mas não vou. Um dia de cada vez, sempre lutando. Gostaria de lhe parabenizar por seu texto e lhe desejar tudo de bom nesse árduo caminho que enfrentamos. Abraços de luz.

  11. Texto perfeito e sem vontade de dar aula sobre a situação. Todos temos um pouquinho de ansiedade, de pânico, mas existem casos, como li agora nos comentários, difíceis, que precisam de muita força e disciplina, além de ajuda próxima. É importante para que possamos entender quem passa por uma situação assim! ?

  12. Não consigo ler relatos como o seu e o da Carolina sem chorar, sem perceber o quanto somos frágeis e, principalmente o quanto nossa mente pode nos fazer adoecer..
    Minhas crises começaram em meados dos anos 90, mais ou menos. Naquela época não havia internet como agora, ou seja, não tinha nenhuma informação.
    As primeiras crises surgiram aos poucos. No onibus a caminho do trabalho, eu sentia tontura e tinha impressão de que a qualquer momento eu ia apagar..
    Engraçado que mesmo nunca tendo tido um desmaio durante esses anos todos, ainda sinto medo disso.
    Durante 2 anos inteiros enfrentar o medo todo santo dia era meu maior desafio. Um dos maiores sofrimentos era antecipar tudo o que eu teria de fazer no dia seguinte, minunciosamente. Eu pensava em todos os passos que teria de dar da hora em que acordasse até o momento de voltar para casa.
    Entre o medo de ter de fazer tudo aquilo sozinha e, pegar onibus, atravessar um corredor que pra mim mais parecia o corredor da morte e comer, o pior sempre era, comer. Não conseguia engolir, era uma sensação de que eu ia engasgar e morrer. Mas como ficar sem comer? Então descobri, que sem ninguém me olhando eu conseguia, então, parei de almoçar no refeitório da empresa e passei a pegar um lanche, me fechar no banheiro e engolir tudo o mais rápido possível.
    Eu praticamente implora companhia pra ir embora, sempre me senti mais segura tendo alguém conhecido comigo.
    Várias e várias vezes descia do onibus e ia embora pra casa a pé.
    Um dia nessa caminhada de volta pra casa no fim do dia, tive o impeto de correr e, na minha mente eu achava que se parasse não conseguiria voltar a me movimentar, achei que fosse enlouquecer. Quando cheguei em casa nem falar conseguia, entrei em baixo do chuveiro de roupa e tudo, tamanho era meu desespero de sair daquele pesadelo e, aos poucos sempre conseguia me acalmar.
    Foi uma fase terrível da minha vida, pois que eu vivia com alguém que além de não poder contar e confiar, ainda era agredida, tanto fisicamente, quanto psicologicamente, acho mesmo que essa convivência foi o que desencadeou o pânico em mim. Eu vivia com medo e atormentada por todos os lados (na ilusão de minha mente doente e na realidade de uma vida doente). Nessa fase eu não tomava nenhum tipo de medicação.
    Com muita dificuldade e sofrimento (já que ele não admitia a separação) fugi do pai de meu filho, me mudei de cidade, deixei tudo pra trás…Passei quase 3 anos sem sair de casa praticamente, tinha medo que ele me encontrasse, tinha medo do medo. Construí paredes em volta de mim que me escondiam do mundo.
    Mas as crises haviam sumido, até que um dia já nem me lembrava mais delas. Comecei a tomar antidepressivos e ansiolíticos por insistência de minha família que achava que minha irritação e explosões de raiva e gritos não eram normais. Pensando assim nunca fui normal, já que desde que me entendo por gente sempre fui alguém extremamente irritadiça. Acho que de alguma forma o medicamento me deu coragem. Depois de anos parada, voltei a trabalhar, andar sozinha, levar uma vida normal…Aquilo era o paraíso!
    Porém… após quase 3 anos sem crise e bem, resolvi que estava curada (sempre fui avessa a ser escrava de medicamentos) embora sempre tivesse tido alguma compulsão e vício (quando não bebia demais, fumava demais, quando não, ambos juntos excessivamente).
    Na época que resolvi parar com os remédios eu já estava bebendo muito, mesmo sabendo que não podia por conta dos medicamentos fortes que tomava. Então a bebida aliada ao remédio me tirava totalmente fora do prumo, fazia coisas idiotas das quais me arrependo muito. Uma delas, deixar meu filho com minha mãe pra beber a noite toda com gente que não valia nada e ainda chegar passando mal e, meu filho vendo tudo aquilo. Por isso me identifiquei e chorei muito lendo o relato da Carolina. Eu queria ter sido uma mãe melhor.
    Resumindo: Após 8 meses sem a medicação, o pânico voltou, com crises triplamente mais fortes. Todos os sintomas vieram juntos, ao mesmo tempo, e com muita força. O nervoso era tanto que eu chorava compulsivamente sem conseguir parar, pensar…
    A falta de ar, taquicardia e um calor que parecia que meu corpo estava em brasas.
    Cheguei no hospital com uma toalha encharcada nas costas e chorando feito louca.
    Passei 3 dias sem conseguir comer e dormir.. O estômago doía de fome e tive de ir ao hospital pra tomar soro na veia e um diazepam pra conseguir dormir 3 horas.
    Quando dormia tinha pesadelos terríveis que me acordavam. Até pra tomar banho tinha de ter companhia.
    Voltei a tomar o mesmo medicamento e em pouco tempo melhorei, porém, ainda não consigo sair sozinha na rua, pra qualquer lugar sem ter crise e, isso vem acabando comigo, porque é muito ruim não ser dona de si, ter de sempre depender de alguém pra tudo. Sei que preciso enfrentar o medo, mas não tenho tido força, vontade…Minha coragem parece ter acabado, mas sei que é por conta da depressão, da falta de estimulo, de motivações, enfim…

  13. Ola.. sofro de sindrome do panico, estou tratando mas acho q o problema ja avançou muito… esses relatos ajudam a ver q nao estamos sozinhos, admiro a coragem da autora. Vejo todos os meus problemas como gigantes e eu nao encontro mais saida, quando estou melhorando algo acontece e eu perco o chão, ta dificil eu nao sei mais p onde correr, nao consigo mais trabalhar direito, finjo q ta tudo bem, tomo sertralina, faço terapia, exercicios, será que vou melhorar? olho esses relatos e vejo ha qtos anos algumas pessoas lutam contra isso.. desejo a todos uma boa melhora e que tenhamos força pra superar.

  14. Esqueci do principal já que é o lado positivo do pânico, afinal, tudo tem um lado positivo.
    Depois dessa última recaída que tive em 2013 e achei que fosse morrer mesmo.
    Parei de beber, de fumar e de fazer coisas das quais não me orgulhe. Nunca mais sequer pensei em voltar a ter vícios. Estou procurando me encontrar, meditando, lendo muito, sendo uma pessoa melhor, mais positiva.
    E acho sim, que a cura é possível, se a gente se esmerar, se amar, se cuidar…
    Passando com uma nutricionista aprendi que a falta de algumas vitaminas em nosso organismo nos prejudica ainda mais. Por isso aconselho que façam um tratamento, exames pra repor as vitaminas que faltam, inclusive, a vitamina D é importantíssima, em vários casos e pra quem tem SP, também!
    E treinar a mente, sempre, incansavelmente. Porque aprendi que NÃO SOMOS NOSSA MENTE, e que ela, mente.
    A gente precisa encontrar os meios de ir ficando cada vez melhor e se cuidar tanto, física, como psicologicamente e espiritualmente.
    Se puder, deixo aqui uma leitura que me abriu a mente e me fez entender muita coisa. Chama -se: ‘O poder do Agora.’ de Eckhart Tolle
    E desejo a todos àqueles que assim como nós travam essa luta diariamente, encontrem força, coragem para transpor todas as dificuldades, na certeza de que tudo passa e, que podemos controlar nossa mente, basta aprendermos a fazer isso.
    Busquem, nunca desistam de buscar!
    Abraços de luz!

  15. maravilha leitura, bem isso mesmo,qdo acho q estou melhorando,la vem as crises insuportáveis e deprimentes, o q m deixa pior é amigos,parentes acharam q é pura frescura ,tudo mentira…isso m deixa muito pra baixo…mas cada um com sua ignorância…fazer o q…Felicidades e melhorar a todos..

  16. Ótimo texto. Gostaria de dizer algumas palavras pra desabafar pois não tenho ninguém com quem possa conversar e me entender. Sofro de tanstorno de ansiedade a vida toda, já tenho 29 anos e sinto que a vida está passando e eu estou perdendo. Sempre fui tímido, extremamente ansioso, em razão disso fracassei várias vezes. Larguei 3 faculdades pois não conseguia presentar seminários; apesar do medo; sempre quis dirigir mas fui reprovado várias vezes; larguei o emprego dos sonhos no banco pois a ansiedade não me permitiu continuar. Todas as garotas de quem eu gostei fui um covarde e nem sequer me declarei. Quase não tenho amigos, os poucos que tenho acham que meu transtorno é frescura, tenho um (victor) que entende um pouco o meu sofrimento, mas sinto que ele tem tanta pena de mim e isso me faz sofrer mais ainda. Fiz tratamentos com psiquiatra, tomei varios medicamentos antidepessivos e ansioliticos mas sem sucesso. Apesar da vergonha, eu admito que choro quase todas as noites, implorando a Deus que me torne uma pessoa normal. Mas nunca obtive respostas.
    O meu maior medo é a solidão que é o que o futuro me reserva, caso eu chegue lá.

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