A Importância do Companheirismo

Publicado em Cotidiano, Morando Junto
Companheirismo

Se existe uma lista de coisas essenciais num relacionamento, com certeza o companheirismo aparece entre as primeiras. Se você quer que na sua vida a dois haja mais cumplicidade, é necessário trabalhar em equipe e apoiar o outro em todos os momentos.

Companheirismo não é apenas divisão de tarefas, não é questão de dividir o que cada um vai fazer dentro de casa. Ser companheiro é estar disposto para ajudar, estar pronto para o que der e vier. Poder contar com o seu ou a sua parceira nas horas em que você mais precisar vai fazer vocês serem, além de um casal, melhores amigos, e isso é mais do que saudável.

É fundamental lembrar que a individualidade não pode ser esquecida nesses casos. É claro que caminhar lado a lado com a pessoa que você ama vai fazer vocês crescerem juntos, mas lembre-se que ainda haverá coisas que vocês prefiram fazer sozinhos ou que não exista a possibilidade de serem feitas a dois. É aí que o companheirismo também tem que existir: você precisa entender a personalidade e os desejos individuais da outra pessoa, e fazer com que ela se sinta à vontade para ser ela mesma. Ainda que não dê para fazer muito em algumas situações, saber que você está preparado para ajudar, aconselhar, trabalhar junto ou até mesmo criticar, vai criar essa cumplicidade do casal e a confiança um no outro.

Com o tempo, o convívio e a intimidade vão aumentar ainda mais a generosidade de cada um, fazendo vocês se sentirem mais unidos e felizes. Entre as tarefas da casa, os hobbies, os trabalhos profissionais e as outras atividades, o companheirismo estará lá garantindo respeito e empatia na relação. Quando olharem para trás, o que vocês virão será tudo o que construíram juntos e, também, tudo aquilo que aprenderam individualmente.

Um casal feliz é aquele em que as duas pessoas topam qualquer parada e participam de tudo que deixa o outro feliz, sempre respeitando as próprias vontades e limites. Sejam cúmplices, amantes, melhores amigos. Sejam companheiros.


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Homem sensível é um problema?

Publicado em Cotidiano
Homem sensível

O que incomoda mais: um homem gay ou um homem sensível? Qual é o sentido em dizer que um homem é viadinho porque usa um cachecol? Qual a graça em analisar o modo como o outro se veste para perguntar se onde ele fez as compras não tinha roupa de homem? Por que chamar um são paulino de gay é uma ofensa? Por que um homem que se depila ou que faz balé ou que é cabeleireiro, vai ser, sem dúvida alguma, tachado de homossexual? Por que o homem tem tanta necessidade de julgar se um outro homem transa com mulheres ou com outros homens?

Aparentemente, é porque muitos homens consideram mulheres apenas objetos. E se você sair do clube do bolinha para se portar “como mulher”, você também vira um objeto descartável.

Mas se por um acaso você não trata mulheres como objeto, você “só está fingindo que é romântico e engana mulheres para transar com elas”. Se você diz que é gay e se relaciona com homens, o problema maior é que você “age como uma mulherzinha”. Se você faz qualquer coisa que o senso comum do macho alfa não aprove (cuidar do cabelo e da pele, assistir novelas, gostar de astrologia e de dança ou não gostar de futebol), para muitos você não é homem. Resumindo, ter comportamentos mais comumente visto por mulheres te “rebaixa” ao sexo feminino.

E não são poucos que vão julgar não. Sejam meninos de cinco anos, de 15 ou de 60, a maioria vai te olhar torto por você não seguir um comportamento hipotético que eles aprenderam ser “de homem”. Algumas mulheres, pela reprodução de um machismo enraizado, também vão dizer que “você pediu para ser julgado como gay” porque, sei lá, foi na parada gay ou porque ouve pop.

Entendam uma coisa de uma vez por todas: não existe um padrão ou um conjunto de regras para que você seja automaticamente classificado como gay. A única coisa que te faz ser gay é ter atração por pessoas do mesmo sexo. E não há nada de errado nisso (nem há nada de errado com o sangue gay).

Existem machões cheios de testorena que são gays (ou não), assim como existem homens sensíveis que gostam de poesia e de yoga e que também são gays (ou não). Existem advogados, lutadores de MMA e jogadores de rúgbi homossexuais ou bissexuais (ou héteros), assim como apresentadores de TV, taxistas e padres.

Mas sabe o que realmente incomoda a sociedade? Não é o fato de um homem se relacionar com outro homem. É o medo de ouvir a temida frase: eu sou um homem sensível. E o único jeito que as pessoas sabem lidar com o próprio medo de tudo o que é diferente é rindo e fazendo piada de mau gosto.

É, né, parece que a masculinidade é muito mais frágil do que o homem sensível.