Fotografia como turismo em Curitiba

Publicado em Cotidiano
Fotografia como turismo em Curitiba

Desde que nos mudamos pra cá, a gente tem se dedicado muito em trabalhar com fotografia. Com alguns investimentos em equipamentos, cursos e muita prática, estamos cada vez mais empenhados em oferecer um trabalho bem legal para os clientes e satisfatório pra nós também. Somando o fato da mudança de cidade com os ensaios fotográficos, surgiu a possibilidade da fotografia como turismo em Curitiba, unindo o útil ao agradável.

Curitiba é uma capital muito bonita, com dezenas de pontos turísticos. Além do próprio frio ser algo a se admirar (ou não), o que não faltam são lugares incríveis pra conhecer e, por que não, fotografar.

Jardim Botânico

É claro que o primeiro ponto turístico que eu preciso citar é o Jardim Botânico de Curitiba. Famosa internacionalmente, a estufa do jardim/parque é o cartão postal da cidade e é por isso que muita gente faz questão de fazer ensaios fotográficos lá! Mas se você está pensando em fotografar num sábado ou domingo, vá bem cedo pra garantir um lugar. Isso mesmo, os espaços são concorridos no jardim! Num sábado de manhã, por exemplo, são tantos ensaios de gestantes, casais e newborns acontecendo, que fica difícil achar um lugar fotogênico sem competição de espaços. A foto abaixo (e todas as outras desse post) foi tirada por nós num dos nossos trabalhos.

Fotografia como turismo em Curitiba - Jardim Botânico

Bosque Alemão

Construído no século XIX pelos imigrantes alemães que moram na cidade, para homenagear sua cultura e tradições, o Bosque Alemão é com certeza um dos lugares mais belos de Curitiba. Formado pelo Oratório Bach, A Torre dos Filósofos e a Trilha João e Maria (além de uma biblioteca infantil e uma praça), fica fácil fazer boas fotos no Bosque, qualquer que seja o clima. Falo isso justamente por termos feito um ensaio embaixo de chuva mesmo, com direito a guarda-chuva e fotógrafo ensopado! Haha!

Fotografia como turismo em Curitiba - Bosque Alemão

Unilivre

A Universidade Livre do Meio-Ambiente fica meio afastada dos outros pontos turísticos, numa entradinha que nem mesmo todos os curitibanos conhecem. Mas graças à fotografia, foi mais um ambiente maravilhoso que pudemos conhecer e registrar. Apesar dos insetos que deixaram a gente inchados de tantas picadas, a vista para uma das maiores pedreiras da cidade é magnífica. Se você estiver em Curitiba, sem dúvida é um dos pontos turísticos que vai precisar conhecer. Seja com uma câmera profissional ou um celular, qualquer foto fica ótima!

Fotografia como turismo em Curitiba - Unilivre

Parque Tanguá

Esse parque tem o melhor pôr-do-sol que você vai ver na vida. Assim que você o vê de longe, a arquitetura do parque e suas fontes já rendem ótimos cliques, mas é lá embaixo, atrás da pedreira, onde estão os melhores espaços. Seja para fazer um piquenique ou uma caminhada, o Parque Tanguá é muito agradável pra passar o dia. E, é claro, pra fotografar também!

Fotografia como turismo em Curitiba - Parque Tanguá

Ópera de Arame

Um dos ensaios mais interessantes e satisfatórios de fazer foi na Ópera de Arame, pelo conceito do balé que clicamos e a estrutura que o local proporciona. Mesclando os cenários externos – também fotografamos na rua – com a beleza da Ópera (formada pelo auditório, uma passarela, um lago e uma cascata artificial), o resultado ficou melhor do que esperávamos! Se você quiser assistir a um espetáculo lá ou até mesmo um show na Pedreira Paulo Leminski, esse também é um dos pontos turísticos indispensáveis da cidade!

Fotografia como turismo em Curitiba - Ópera de Arame

Fotografia como turismo em Curitiba tem sido uma de nossas atividades preferidas! Gostou das nossas fotos? Dá uma olhada aqui na nossa fanpage no Facebook, lá tem todos os nossos trabalhos. Aproveita e deixa o seu like!

Nosso terreiro de umbanda

Publicado em Cotidiano
Terreiro de Umbanda

Nos posts anteriores eu contei pra vocês como foi a nossa decisão de mudar de São Paulo para Curitiba, como foi a nossa chegada à cidade e um pouco do processo de locação e mudança para o apartamento novo. O problema é que os desastres não acabaram por aí. Depois que nós nos mudamos para esse apartamento, uma série de coisas engraçadas aconteceram e eu vou contar a história dos nossos primeiros dias pra vocês.

Mesmo chegando sem nenhum móvel e sem água quente no apartamento, a gente estava muito feliz. Passamos várias horas sentados na sala vazia, pensando no que nós precisaríamos comprar primeiro e planejando cada detalhe da decoração.

Só um adendo: o nosso apartamento fica no primeiro andar, mas não é um primeiro andar normal, ele é tão baixo que eu me sinto morando dentro da portaria. A gente nem usa interfone aqui, falamos direto com o porteiro. É sério! Teve um dia que a gente recebeu uns amigos e pedimos uma pizza. O cara fez a entrega pela janela da sala.

Mesmo morando quase no nível da rua, já era um puta avanço não ter a janela do vizinho bem de frente pra sua, como era em São Paulo. Na nossa frente só tinha um terreno grande, bem verdinho e com uma casinha simpática de madeira lá no fundo. Era uma graça e nós estávamos encantados.

Foi anoitecendo e nós fomos ao mercado comprar um colchão inflável pra gente dormir e alguma coisa pra comer. Voltamos e já estava bem escuro. Quando nós abrimos a cortina da janela da sala (que é enorme, ocupa quase a parede toda) nós olhamos para o terreno fofinho da frente e PÁ, levamos o maior susto da vida. Tinha várias velas acesas em volta de cruzes brancas que estavam fincadas na grama. Como é que a gente não viu isso antes? Na mesma hora eu joguei uma pedra na janela do porteiro (mentira, só gritei pra ele) e perguntei “É sério que tem um cemitério aqui na frente e ninguém me avisou?” e ele respondeu “Não é um cemitério, sua besta. É um terreiro de umbanda”.

Ok! Não era uma coisa ruim, eu cresci frequentando terreiros e pro Thiago também não era uma coisa absurda, mas as luzes das velas refletiam na parede do meu quarto, não dava pra dormir daquele jeito, era assustador. E outra, quem garante que um Preto Velho muito velho não vai errar o caminho e parar dentro da minha casa? Não estava pronta pra lidar com isso.

No dia seguinte nós corremos pra uma loja daquelas de construção, mas que vende absolutamente tudo, e compramos cortinas super potentes. Eles não eram a prova de pretos velhos perdidos, mas não deixariam aquelas luzes assustadoras refletirem aqui dentro. Chegamos e já tiramos a cortina fraquinha da sala, colocamos a nova e sabe o que aconteceu? Descobrimos que trocar cortinas é uma tarefa complicadíssima. Pra que trocar de todos os outros cômodos? As luzes são ótimas. Velas são super românticas! Tá bom pra mim assim.

Obviamente não trocamos mais cortina nenhuma e acabamos nos acostumando com a movimentação ali da frente. As pessoas que frequentam o terreiro já são quase da família e quando os tambores começam a tocar lá, nós dançamos aqui.

Caso vocês frequentem o terreiro, aproveitem e venham nos fazer uma visita. Podem entrar pela primeira janela da esquerda. E, se quiserem comprar as nossas cortinas, estamos vendendo por R$50 cada. Não percam!

Ah! Uma informação de brinde pra vocês: Curitiba é uma das capitais com mais terreiros de umbanda e candomblé do Brasil, são mais de quinze mil. Isso não é o máximo?

O show da Fresno em Curitiba

Publicado em Cotidiano, Recomendados
Lucas - Show da Fresno

Ontem fomos ao meu sexto show da Fresno (e o primeiro da Bia). Não são muitos, já que a banda tem mais de 15 anos e eu só acompanho há cinco. Quem pensa em Fresno pensa em emo, Capricho, Rick Bonadio e a longínqua época de 2005 a 2008, quando a banda estava no auge da fama – nas televisões, rádios e nos shows lotados pelo país. Infelizmente foi de forma negativa que ela ficou tachada na música nacional e, até hoje, não conseguiu se desvincular disso totalmente no inconsciente popular. De qualquer forma, estamos em 2016 e a Fresno continua aí, firme e forte, fazendo seus shows e lançando seus discos.

A gente não sabia se quando chegássemos ao show, haveria mais fãs que envelheceram com a banda (como nós) ou se ainda era uma banda que atraía mais os adolescentes de seus 14, 15 anos. E, de fato, tinha mais pessoas como a gente: tiozões de 25 anos, reclamando do calor, das pernas e dos jovens bêbados, mas muito ansiosos para ver aquela banda aparecer no palco mais uma vez.

E, cara, foi emocionante. Foi o primeiro show da Fresno que vi em Curitiba, para onde nos mudamos há menos de um ano. O Lucas, vocalista, já é pai; eu estou quase casado. Desde 2011, quando comecei a escutar a banda, parece que uns 20 anos se passaram na minha vida. E pelo jeito, na deles também. Hoje, com uma formação bem diferente daquela época, eu vi Lucas, Vavo, Mario , Thiago e Tom tocarem cada música com a maior das vontades e respeitando um dos públicos mais fiéis de bandas nacionais.

Se até hoje, quando você pensa em Fresno, ainda liga a banda às capas de revista, é bom escutar melhor o que esses caras têm feito por aí. A cada disco é uma superação e uma nova etapa; a cada show, ficam mais maduros aqueles moleques de 17 anos que tocavam num quarto de livros em 1999.

E ontem, pela primeira vez, eu vi eles tocando Cada Poça. Puta que pariu.

(não é do show de ontem, mas tá valendo)