Como é ser fotógrafo em São Paulo

Publicado em Cotidiano
Como é ser fotógrafo em São Paulo

Depois de várias semanas, voltamos! Embora a gente ame escrever e compartilhar várias coisas com vocês aqui no blog, nos últimos tempos tivemos que parar um pouquinho e organizar nossa vida, afinal, agora estamos aprendendo a viver uma rotina de fotógrafo em São Paulo. E, ainda que prazeroso, não é nada fácil.

Isso está longe de ser uma reclamação. Amamos o rumo que nossa vida tomou e estamos curtindo cada segundo, mas isso não significa que estamos tirando de letra essa nova etapa em que temos que ser tudo ao mesmo tempo e ainda por cima reaprender a morar na cidade de São Paulo e a trabalhar “por conta” nessa correria desenfreada. São vários pontos positivos, mas os negativos também existem e precisam ser considerados.

São Paulo é conhecida como a cidade das oportunidades e agora, mais do que nunca, entendemos os motivos. Existe espaço pra todo mundo e a procura por serviços é insana, não para nunca. Foi esperando exatamente por isso que decidimos nos aventurar por aqui novamente e São Paulo não nos decepcionou. Fomos muito bem recebidos e sentir o calor dessa cidade fez com a gente se sentisse em casa, de verdade. E isso é importante demais nessa jornada independente, mas que ao mesmo tempo necessita do contato com todo o tipo de gente e do apoio geral da nação. Vida de freela é estar sem ninguém e com todo mundo ao mesmo tempo.

Se por um lado não faltam pessoas e orçamentos chegando (o que é ótimo, não me entendam mal), por outro você precisa estar sempre disposto a oferecer mais do que você pode e ganhar menos do que você deveria. Essa é a lei do mercado paulistano! Aqui todos se reinventam todos os dias, se você não se mexe e rapidamente cria algo que chame a atenção, fica pra trás e isso pode ser irreversível. É tão complicado quanto parece, mas vale a pena, pelo menos por um tempo.

Ser fotógrafo em São Paulo é a experiência mais mágica que poderíamos viver. Nós estamos conhecendo a cidade por outros olhos, os olhos de fotógrafo. Olhos de quem tem um horário flexível e todos os dias busca por belíssimos lugares pra fotografar. De quem precisa transformar uma única locação em cem para que os clientes não se cansem e as fotos sejam sempre únicas. Tudo bem que não dá pra negar que é difícil chegar em todos os lugares, não importa a hora, mas ser fotógrafo em São Paulo nos dá a oportunidade de conhecer essa cidade de verdade. Os nossos olhos são treinados e caçam beleza no meio do caos. Isso torna a vida por aqui menos estressante e cansativa.

Pra gente, jovens, sem filhos, dispostos a enfrentar esse turbilhão de pessoas, carros, luzes e sons, está sendo enriquecedor. Embora não seja o lugar que eu sonhei pra construir nossa vida, nossa família e tudo mais, talvez essa disposição dure muito tempo e a gente aprenda a gostar de viver a agitação sem limites que São Paulo nos proporciona. Eu já não duvido de mais nada.


Se você quiser conhecer mais do nosso trabalho por aqui, pode acessar o nosso site, a nossa página no Facebook e o nosso Instagram:

thiagodalleckfotografia.com
facebook.com/thiagodalleckfoto
instagram.com/thiagodalleckfoto.

Gostam desse tipo de post? Querem saber mais da nossa rotina como fotógrafos? Nos contem aqui nos comentários.

Morando longe da família

Publicado em Cotidiano, Morando Junto
Morando longe da família

Estamos morando em São Paulo novamente há quase duas semanas e, desde que voltamos de Curitiba, algumas percepções sobre a vida adulta foram atualizadas. Uma delas é a questão de deixarmos nossos pais e estarmos morando longe da família.

Tenho lido na internet alguns posts de pessoas que se mudam de cidade para estudar numa universidade federal ou porque arrumaram aquele estágio que só é possível de conseguir estando numa cidade grande como São Paulo. E a maior preocupação delas, sem dúvida, é de como vão se virar sozinhas, num lugar desconhecido. Bom, de certa forma, isso também aconteceu com a gente.

Logo que decidimos mudar para Curitiba, a presença da minha família e da família da Bia foram essenciais no processo. Nossos pais, irmãos, tios e avós ajudaram financeiramente como podiam, sem contar toda a ajuda que nos deram para empacotar e embalar todas as nossas coisas. Uma vez que já estávamos em Curitiba com tantas coisas para resolver, percebemos o quão difícil seria levar a vida longe de quase todas as pessoas que conhecemos.

Durante um ano morando longe da família na capital mais fria do Brasil, apesar dos pesares, até que conseguimos nos virar muito bem sem nossos parentes por perto. Não tínhamos carro e não conhecíamos muita gente na cidade; quem a gente conhecia não morava muito perto do nosso apartamento. Assim, acabamos aprendendo a fazer muitas coisas por conta própria, mas estávamos sempre fazendo ligações para nossas mães. Afinal mãe sempre sabe resolver as coisas, mesmo de longe.

O que mais me preocupava, no entanto, era o fato de que eu estava trabalhando bem longe e passava mais de 12 horas fora. A Bia trabalhava em casa e passava praticamente o dia todo sozinha, inclusive durante as crises de pânico (leia o relato dela sobre o pânico aqui) ou qualquer outro mal-estar que estivesse sentindo. Algumas vezes, inclusive, precisei sair às pressas do trabalho e ir para casa ficar com ela. As vezes em que precisamos ir a algum hospital também foram complicadas, já que não tínhamos (nem temos) carro.

Felizmente, nunca aconteceu nenhuma situação tão grave que não conseguimos resolver. Mas deixava a gente um pouco tenso saber que estávamos morando longe da família e que, numa emergência, tudo poderia ser mais complicado. Agora, de volta a São Paulo, temos refletido melhor sobre isso.

Aqui onde estamos morando, conhecemos muita gente. Além de alguns vizinhos e porteiros, podemos contar com minhas irmãs, que também são da região. Nossas mães moram no interior, mas em questão de três horas, já estamos na cidade em que está a família da Bia. Nesse apartamento em que estamos, continuamos morando só nós dois e temos resolvido quase tudo por conta própria, como já era antes, mas percebemos que estar um pouco mais perto da família tem suas vantagens. Não só para emergências, mas por estar próximo mesmo. Temos visto minhas sobrinhas com mais frequência e acompanhar a infância delas mais de perto é muito gratificante para nós. Estamos sendo ajudados por nossas famílias, mas agora também podemos ajudar com o que der, caso precisem. Existem brigas, como em todas as famílias, mas também existe um “conte comigo” que estávamos sentindo falta.

Como falamos no post Top 5 – Países incríveis que queremos conhecer, estamos num processo de solicitação de visto para o Canadá, então pode ser que daqui alguns anos acabemos passando por todos esses dilemas novamente, e será ainda mais intenso quando tivermos filhos.

Mas quem sabe o que vem pela frente, né? Não sabemos, mas estamos esperando ansiosamente.

A importância do desapego

Publicado em Morando Junto
A importância do desapego

Como vocês já sabem, estamos de mudança. Na semana passada, a Bia fez um post explicando por que decidimos deixar Curitiba e voltar para São Paulo. Depois de exatamente um ano morando em Curitiba e duas mudanças feitas, percebemos que o desapego é uma das melhores coisas que você vai aprender na vida.

Quando mudamos para cá, a gente resolveu separar algumas roupas, livros e objetos que não eram mais úteis e/ou interessantes para nós. A regra era: se ficou mais de um ano sem usar ou procurar, vai para doação (ou lixo, dependendo do estado). É claro que é difícil desapegar daquele livro que você se apaixonou na adolescência, mas se você nunca mais leu, com certeza vai ser melhor que outras pessoas possam ter a mesma oportunidade de ler algo tão incrível.

Agora, na segunda mudança, achamos que não teríamos muito o que doar ou jogar fora. Ledo engano! Separamos para doação mais livros e roupas do que da primeira vez. Conforme a gente foi se desfazendo de algumas coisas, lembramos que da última vez resolvemos manter algumas peças, mas que mesmo assim continuamos sem usar. Assim, os nossos critérios para ficar com alguma coisa se tornaram ainda mais específicos.

É claro que se for para doação, é satisfatória demais a sensação de saber que suas blusas e sapatos vão para pessoas que estão precisando e os seus livros vão ser lidos novamente, ao invés de ficarem numa prateleira. Mas além disso, tenho certeza que se você der uma olhada pela sua casa e praticar o desapego, o vício do consumismo vai diminuir aos poucos e você vai parar de comprar mais coisas por impulso. Isso vai ser bom para o seu bolso, para a sua casa e para o seu psicológico.

É possível que a gente tire as coisas da caixa em São Paulo e ainda veja que mais alguns itens possam ser passados para frente. Algumas coisas, como livros preferidos e presentes, ficaram com a gente, mas todas aquelas coisas que ficavam na estante sem uso ou as camisetas que vestíamos uma vez por ano finalmente estão sendo usadas por outras pessoas. Foram mais de três caixas de livros, uma mala cheia de roupas e muitos sapatos, além de sacolas e mais sacolas com enfeites e objetos diversos.

Depois de praticar o desapego mais uma vez, a nossa meta é (caso a gente mude novamente) ficarmos com ainda menos coisas. Afinal, alguns livros, roupas e muitas memórias é tudo que precisamos. Como diz o Balu, do Mogli: “eu uso o necessário, somente o necessário, o extraordinário é demais”.


Leia mais sobre morar junto

Dicas para casais que vão morar junto
Guia Prático Para Casais Modernos