3 coisas que só a vida adulta te ensina

Publicado em Cotidiano
3 coisas que só a vida adulta te ensina

Existem algumas coisas que só a vida adulta vai te ensinar, e eu resolvi listar as três que mais têm sido presentes na nossa vida. Se por um lado essas coisas nos alertam que estamos ficando velhos, por outro elas também mostram que estamos adquirindo experiência e habilidades que não tínhamos no auge da nossa juventude desvairada. Acompanhe:

1. Saber o preço de todos os produtos do mercado

Se você for como eu e não passou a sua infância/adolescência indo muito ao mercado, acredito que só teve que frequentar esse lugar quando precisava de duas coisas: Doritos e cerveja. Às vezes a gente precisava fazer aquela compra com os amigos pra fazer uma viagem pra praia, mas era raro.

O que tenho percebido agora, indo a mercados, supermercados e padarias com uma frequência praticamente diária, é que eu tenho na ponta da língua os preços de praticamente tudo que está nas gôndolas. Não estou falando só de refrigerante e sorvete, mas também das latas de milho, do pacote de farinha integral e do quilo dos legumes. Jesus, eu nunca pensei que eu saberia em qual mercado está compensando comprar brócolis e em qual está compensando comprar berinjela e tomate. Aliás, eu nunca achei que eu saberia diferenciar tomate italiano de tomate salada, ou que um dia eu iria falar que “as abobrinhas não estão bonitas hoje“. Há pouco tempo eu mal sabia diferenciar chuchu de abobrinha. Eu me sinto uma avó perguntando aos feirantes aquelas coisas que só as avós conseguem perceber.

2. Valorizar a distribuição do tempo

Quando a gente mora com nossos pais, não nos importamos muito com o tempo que temos. Se precisamos sair de manhã, a gente sabe que vai chegar em casa e a comida estará pronta e quentinha nos esperando. Se vamos numa festa à noite, tanto faz o que fizemos durante o resto do dia, contanto que a gente descanse o suficiente pra poder curtir depois.

Mas não pense que a vida será esse mar de rosas para sempre. Vai chegar um dia em que atividades como festas, cinema e balada vão se misturar com lavar o banheiro, fazer comida e arrumar a casa. E olha que a gente ainda nem tem filhos! Mas é sério, hoje a gente valoriza muito o tempo que nós temos, porque é uma sensação muito triste chegar em casa depois de trabalhar e ter que trabalhar ainda mais. Pra piorar, quanto mais velho vamos ficando, menos energia e disposição a gente tem pra fazer tudo isso. A vida é injusta mesmo!

3. Fazer todas as coisas renderem ao máximo

Esqueça o desperdício. A vida adulta vai te ensinar a mais valiosa das lições: tudo tem seu preço (e a maioria custou caro). E aí é que você começa a aprender os life hacks. Juntar vários sabonetes que estão no fim, colocar água no frasco com o restinho de xampu, usar o mínimo de detergente pra lavar louça, comprar aquelas embalagens que dão 250ml de brinde (não que a gente caia nessa de verdade, mas dá uma sensação de vitória), etc.

Se você conseguir viajar de carona, economizar algumas passagens de ônibus e aprender todos os DIY (do it yourself) que o YouTube possa te ensinar, além de aprender a fazer tarefas que você deveria chamar um encanador ou eletricista profissional pra fazer (mas você não tem medo de explodir tudo), talvez você consiga economizar uns trocados que vão fazer diferença no fim do mês.


Esses são os 3 aprendizados principais que a vida adulta tem nos proporcionado, mas existem muitos outros também. Quais você incluiria nessa lista? Conta aqui pra gente nos comentários!

Morando longe da família

Publicado em Cotidiano, Morando Junto
Morando longe da família

Estamos morando em São Paulo novamente há quase duas semanas e, desde que voltamos de Curitiba, algumas percepções sobre a vida adulta foram atualizadas. Uma delas é a questão de deixarmos nossos pais e estarmos morando longe da família.

Tenho lido na internet alguns posts de pessoas que se mudam de cidade para estudar numa universidade federal ou porque arrumaram aquele estágio que só é possível de conseguir estando numa cidade grande como São Paulo. E a maior preocupação delas, sem dúvida, é de como vão se virar sozinhas, num lugar desconhecido. Bom, de certa forma, isso também aconteceu com a gente.

Logo que decidimos mudar para Curitiba, a presença da minha família e da família da Bia foram essenciais no processo. Nossos pais, irmãos, tios e avós ajudaram financeiramente como podiam, sem contar toda a ajuda que nos deram para empacotar e embalar todas as nossas coisas. Uma vez que já estávamos em Curitiba com tantas coisas para resolver, percebemos o quão difícil seria levar a vida longe de quase todas as pessoas que conhecemos.

Durante um ano morando longe da família na capital mais fria do Brasil, apesar dos pesares, até que conseguimos nos virar muito bem sem nossos parentes por perto. Não tínhamos carro e não conhecíamos muita gente na cidade; quem a gente conhecia não morava muito perto do nosso apartamento. Assim, acabamos aprendendo a fazer muitas coisas por conta própria, mas estávamos sempre fazendo ligações para nossas mães. Afinal mãe sempre sabe resolver as coisas, mesmo de longe.

O que mais me preocupava, no entanto, era o fato de que eu estava trabalhando bem longe e passava mais de 12 horas fora. A Bia trabalhava em casa e passava praticamente o dia todo sozinha, inclusive durante as crises de pânico (leia o relato dela sobre o pânico aqui) ou qualquer outro mal-estar que estivesse sentindo. Algumas vezes, inclusive, precisei sair às pressas do trabalho e ir para casa ficar com ela. As vezes em que precisamos ir a algum hospital também foram complicadas, já que não tínhamos (nem temos) carro.

Felizmente, nunca aconteceu nenhuma situação tão grave que não conseguimos resolver. Mas deixava a gente um pouco tenso saber que estávamos morando longe da família e que, numa emergência, tudo poderia ser mais complicado. Agora, de volta a São Paulo, temos refletido melhor sobre isso.

Aqui onde estamos morando, conhecemos muita gente. Além de alguns vizinhos e porteiros, podemos contar com minhas irmãs, que também são da região. Nossas mães moram no interior, mas em questão de três horas, já estamos na cidade em que está a família da Bia. Nesse apartamento em que estamos, continuamos morando só nós dois e temos resolvido quase tudo por conta própria, como já era antes, mas percebemos que estar um pouco mais perto da família tem suas vantagens. Não só para emergências, mas por estar próximo mesmo. Temos visto minhas sobrinhas com mais frequência e acompanhar a infância delas mais de perto é muito gratificante para nós. Estamos sendo ajudados por nossas famílias, mas agora também podemos ajudar com o que der, caso precisem. Existem brigas, como em todas as famílias, mas também existe um “conte comigo” que estávamos sentindo falta.

Como falamos no post Top 5 – Países incríveis que queremos conhecer, estamos num processo de solicitação de visto para o Canadá, então pode ser que daqui alguns anos acabemos passando por todos esses dilemas novamente, e será ainda mais intenso quando tivermos filhos.

Mas quem sabe o que vem pela frente, né? Não sabemos, mas estamos esperando ansiosamente.