Que o amor verdadeiro lhe pregue peças

Publicado em Cotidiano, Crônicas
Que o amor verdadeiro lhe pregue peças

Nem sempre o que se espera é o que acontece. Ainda bem! Ainda bem que o amor e a felicidade são imprevisíveis e gostam de nos surpreender. Se a dor e a tristeza têm a liberdade de nos pegar de surpresa, por que não o amor?

Espero que o amor verdadeiro lhe pregue peças. Aquele que não for verdadeiro não vai sequer ter tempo de tentar, porque morrerá antes mesmo de ter início. O amor real, no entanto, estará contigo sem que você saiba – sem que você nem imagine que os dias de solidão estão para ter fim. Se bater a tristeza, seja paciente, pois algo incrível está por vir.

Quando menos esperar, estará sorrindo gratuitamente, simplesmente por estar amando. Os dias serão mais leves, a disposição aumentará. De fato, o amor não lhe traz apenas uma pessoa especial, mas também um ângulo mais otimista das coisas pequenas da vida.

É natural nos prepararmos muito para receber alguém que nos acompanhe. Não queremos expor os nossos defeitos, nem queremos mais sofrer. Mas é necessário permitir que o novo invada as nossas vidas, se vier por boas intenções. Lembre-se que o amor para a vida toda já foi uma pessoa desconhecida um dia, então não espere para ser feliz. Seja.

Que o amor verdadeiro lhe pregue peças e proponha desafios. Que faça você acordar cedo, mesmo tendo dormido pouco, para preparar um café da manhã inesperado e levar na cama. Que venha acompanhado de maturidade, de carinho e de bons sentimentos. Que surpreenda o rancor e o substitua por gratidão.

Que a maior peça pregada pelo amor verdadeiro seja a esperança de dias melhores. Ainda que pareça que demore a chegar, a felicidade está na porta adiante.

Abra as portas, escancare as janelas. Afinal, você merece todas as surpresas boas.

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Publicado em Cotidiano, Crônicas
A felicidade que tanto procurei

Aquele sábado de inverno, às 17h43. Esse momento em que o sol já está começando a ficar cansado e vai se despedindo de mais um dia. O céu se transforma numa mistura de laranja com lilás. As pessoas começam a se recolher para suas casas e os pássaros voltam aos seus ninhos.

Nós estamos no sofá, assistindo qualquer coisa. Daqui uns anos, talvez a gente nem se lembre do que costumávamos assistir, mas vamos nos lembrar de que estávamos juntos, felizes. A pipoca acaba duas vezes, mas tudo bem, tem um bolo quase pronto. Tem café também. A chaleira apita, o pó de café já está preparado pra receber a água – 3 colheres pequenas pra dois copos, é o suficiente. O filme que está passando é repetido, como sempre. Listas e listas de filmes pra ver e a gente sempre escolhe os mesmos, já sabemos todos as falas de cor.

Tá tudo tão certo que parece que alguma coisa tá errada; acho que nos acostumamos a desconfiar da felicidade. Como nos filmes que assistimos, ansiamos pela angústia do clímax. Não nos sentimos merecedores, mas talvez seja o karma nos recompensando pelos dias passados.

Tem dias em que acordo tão contente que mal sobra espaço pra reclamar do frio.

O futuro atormenta um pouco. Não o futuro, mas as hipóteses. Antes dos créditos do filme, começamos a falar. A mão que segura a caneca de café tamborila os dedos pela porcelana. Duas mentes jovens e inquietas planejam a felicidade. A próxima viagem dos sonhos, o trabalho ideal, os anos que virão, a educação dos filhos. Em algum ponto em que eu não percebi, a melancolia latente deu lugar aos dias de paz.

Mal sabemos que a felicidade não se planeja. Ela não se almeja, não se conquista, tampouco se perde. A felicidade que tanto procurei está no presente e é independente dos nossos desejos. Se houveram momentos em que quisemos abdicar da alegria, que daqui pra frente nós queiramos apenas sorrir.

Afinal, a felicidade que tanto procurei está aqui, olhando para mim, sorrindo.

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