A Importância do Companheirismo

Publicado em Cotidiano, Morando Junto
Companheirismo

Se existe uma lista de coisas essenciais num relacionamento, com certeza o companheirismo aparece entre as primeiras. Se você quer que na sua vida a dois haja mais cumplicidade, é necessário trabalhar em equipe e apoiar o outro em todos os momentos.

Companheirismo não é apenas divisão de tarefas, não é questão de dividir o que cada um vai fazer dentro de casa. Ser companheiro é estar disposto para ajudar, estar pronto para o que der e vier. Poder contar com o seu ou a sua parceira nas horas em que você mais precisar vai fazer vocês serem, além de um casal, melhores amigos, e isso é mais do que saudável.

É fundamental lembrar que a individualidade não pode ser esquecida nesses casos. É claro que caminhar lado a lado com a pessoa que você ama vai fazer vocês crescerem juntos, mas lembre-se que ainda haverá coisas que vocês prefiram fazer sozinhos ou que não exista a possibilidade de serem feitas a dois. É aí que o companheirismo também tem que existir: você precisa entender a personalidade e os desejos individuais da outra pessoa, e fazer com que ela se sinta à vontade para ser ela mesma. Ainda que não dê para fazer muito em algumas situações, saber que você está preparado para ajudar, aconselhar, trabalhar junto ou até mesmo criticar, vai criar essa cumplicidade do casal e a confiança um no outro.

Com o tempo, o convívio e a intimidade vão aumentar ainda mais a generosidade de cada um, fazendo vocês se sentirem mais unidos e felizes. Entre as tarefas da casa, os hobbies, os trabalhos profissionais e as outras atividades, o companheirismo estará lá garantindo respeito e empatia na relação. Quando olharem para trás, o que vocês virão será tudo o que construíram juntos e, também, tudo aquilo que aprenderam individualmente.

Um casal feliz é aquele em que as duas pessoas topam qualquer parada e participam de tudo que deixa o outro feliz, sempre respeitando as próprias vontades e limites. Sejam cúmplices, amantes, melhores amigos. Sejam companheiros.


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Situações engraçadas da nossa vida

Publicado em Cotidiano
Situações engraçadas da nossa vida

Eu fico verdadeiramente impressionada com a quantidade de besteiras que eu faço nessa vida. Jurei pra mim mesma que jamais contaria para as pessoas sobre a maioria das coisas que acontece comigo (não é por vergonha, é por medo de ser presa mesmo), mas como eu quero que vocês se sintam próximos da gente, resolvi montar um resumo de algumas situações engraçadas e das coisas que eu já aprontei por aqui.

Pregos noturnos da discórdia

Essa história é clássica e foi uma trapalhada em conjunto com o Thiago. A gente estava super empolgado para decorar o apartamento quando nos mudamos para cá e, num belo dia, decidimos que faríamos uma parede de discos. Na mesma hora juntamos os pregos, os discos e o martelo e começamos a arte. Percebemos depois de algumas marteladas que já tinha passado da 1 hora da manhã e que, como moramos em um condomínio, logo alguém reclamaria do barulho.

Ao invés de a gente parar de martelar na parede em plena madrugada, nós decidimos apenas fechar as cortinas (por algum motivo absurdo achamos que seria suficiente pra não nos descobrirem). Obviamente a nossa estratégia não adiantou e o interfone começou a tocar. Olhamos um para a cara do outro e, com medo de atender o interfone e levar uma bronca, tomamos uma sábia decisão e fomos nos esconder no banheiro. Passamos muito tempo lá dentro, com a luz apagada, agachados e cochichando só pra ter certeza que esqueceriam da nossa existência. É tanta falta de maturidade que fica até difícil de explicar. Até hoje eu não entendo qual foi o sentido disso e fico vermelha só de imaginar alguém vendo essa cena.

A voz do além

Eu já contei pra vocês nesse post aqui que nós moramos no primeiro andar, quase dentro da portaria, e errou quem acha que isso é uma coisa ruim. Morar na portaria é um experimento social e rende histórias engraçadas demais.

Teve um dia que eu estava sentada no meu sofá, tomando meu café e escutando um piá (sou tão curitibana) conversando com o Gerônimo, o porteiro mais amado do Brasil. Depois de falar por muito tempo e já ter sugado toda a minha paciência, o menino solta a seguinte frase:

– Gerônimo, escutar vozes e conversar sozinho com 11 anos significa que eu vou pro manicômio quando ficar mais velho?

Eu sei que deveria ter descido pela janela, pegado aquele garoto e levado para um psiquiatra ou ter apresentado algumas crianças e incentivado a amizade, mas a única coisa que eu consegui fazer foi usar a minha voz maligna para responder:

– Siiiiimmmm!

O coitado do menino ficou olhando pra cima, procurando de onde vinha a voz e perguntando pro porteiro se ele também tinha escutado a resposta.

Queria deixar claro que não me orgulho disso e que espero de coração que eu não tenha traumatizado a criança. Se um dia encontrar com ele, juro que vou dizer que fui eu que disse aquilo.

Rapidinhas

• Eu estava lavando louça outro dia muito orgulhosa da minha rapidez quando percebi que tinha colocado TODA a louça no escorredor sem enxaguar.

• Fui colocar leite no café (quando ainda tomava leite) e quando me dei conta, estava enchendo a caneca de café com Coca-Cola.

• Estava me preparando para tomar banho e ao invés de colocar a roupa suja no cesto, eu joguei na privada e dei descarga. Consegui salvar a camiseta por pouco e me livrei de ter que chamar um encanador e explicar essa situação.

• Quase coloquei creme para pentear na escova de dentes. Muitas vezes.

• Tenho uma mania muito feia de esquecer que eu não estou em casa e quase matei o Thiago de vergonha num dia que encontrei um unicórnio de brinquedo vendendo no mercado. Sem pensar duas vezes, montei no bicho e saí correndo pelos corredores. Só parei quando percebi as caras assustadas das pessoas e cara de choro do Thiago, tadinho.

• Fiquei com raiva de alguma coisa e num impulso, quase arremessei sem querer uma almofada num moço que estava entrando no prédio. Sorte que o Thiago tá sempre por perto e tem o reflexo muito bom.

Já sentiu vergonha alheia de você mesmo? Então, já tô assim. Acho melhor parar por aqui. Deu pra entender que minha cabeça não funciona direito e que sou um perigo pra sociedade. Ainda não sei o motivo de estar compartilhando essas coisas, sinto que vou me arrepender disso.

Por gentileza, se você não bate bem também, deixa aqui nos comentários alguma história engraçada que já aconteceu contigo só pra eu não me sentir tão sozinha nesse mundo <3

Divisão de tarefas

Publicado em Cotidiano, Morando Junto
Divisão de tarefas

Eu queria começar esse post sendo muito honesta com vocês e é isso que eu vou fazer, doa a quem doer. Antes de sentar pra escrever sobre morar junto e divisão de tarefas, eu fui fazer pesquisas em outros blogs pra saber o que as pessoas já tinham falado sobre isso, como tinha sido a experiência delas e quais eram as dicas pra quem está pensando em seguir o mesmo caminho. Foi doloroso, mas com isso eu comprovei o que contei pra vocês nesse post aqui ó. A gente fez tudo errado mesmo e a nossa vida não faz o menor sentido.

É claro que eu não quero que você saia correndo daqui e vá ler posts sensatos como este do Papo de Homem e esse aqui do Casal Sem Vergonha, mas sou obrigada a te alertar: o que eu vou contar sobre divisão de tarefas vai ser o oposto de tudo que você já leu e eu vou confundir sua cabeça. Embora fuja dos padrões que a gente encontra por aí, o caminho que escolhemos funciona muito bem pra gente e eu me sinto na obrigação de compartilhar isso com todo mundo.

Começo quebrando um dos maiores ensinamentos. Aqui em casa nós não temos uma divisão de tarefas e isso deixa tudo mais simples. As pessoas resolvem criar essa lista de obrigações logo de cara e esse é um erro gravíssimo. A animação do começo em deixar a casa arrumada vai passar bem rápido e vocês vão descobrir que odeiam fazer mais da metade das coisas que se propuseram. Esse é um fato indiscutível.

Se existe uma coisa importante nessa vida de casal amador, isso é: respeite a bagunça alheia. Óbvio que não dá pra deixar a outra pessoa dominar tudo e virar a casa do avesso, mas dá pra respeitar o jeito que ele ou ela tem de se organizar, de não se organizar, de fazer as atividades, etc. Aos poucos vocês vão se conhecendo melhor nesse sentido e vai rolar uma adaptação. Conversar sobre o que é importante pra você é necessário, mas impor regras não é um caminho muito saudável. Se depois disso vocês perceberem que vão funcionar melhor fazendo aquela listinha, agora é a hora de parar e decidir, baseado no convívio e personalidade de cada um, quais são as atividades necessárias e quem é que vai fazer cada uma delas.

A gente nunca tentou definir as obrigações. Nossas bagunças são muito parecidas e a falta de vontade de fazer alguma coisa pra arrumar também. E é por isso que nossa casa está sempre (quase sempre) arrumada. Sabemos bem que não tem ninguém aqui pra arremessar um chinelo na nossa fuça caso tenha louça na pia ou se tiver roupa jogada na sala. Mas se o outro não ligou e não arrumou, a probabilidade de aquilo ficar lá por muito tempo é grande, então nós fazemos. Deu pra entender? Não existe uma imposição. Aqui é tudo na base do bom senso e de muita conversa.

Nesses meses morando junto, nós descobrimos que pedir ajuda é um exercício muito bom. Além de ter o auxílio que a gente precisa, criamos uma parceria que não existia antes e que é bem importante. Quando a gente conhece as necessidades de quem a gente ama, descobrimos que ceder e fazer coisas que muitas vezes não nos agradam é uma prova de amor enorme.

Nós decidimos não fazer uma divisão de tarefas e com isso aprendemos que tudo tem o seu tempo, que o esforço do outro tem que ser reconhecido e que ninguém nunca vai adivinhar o que você precisa, então peça e receba essa ajuda com carinho.

Nosso jeito pode não funcionar no seu caso e isso é completamente aceitável. O que eu posso sugerir é que você crie a sua própria maneira de lidar com as situações. Pegue as dicas que você acha que poderiam te ajudar e adapte. As pessoas são diferentes e os relacionamentos também, a única coisa que não muda é que o respeito e a comunicação são pontos importantes em todas as relações. Boa sorte!